Glaucoma

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O que é?

Inicialmente, o glaucoma é uma doença assintomática. Por isso, é muito difícil fazer a sua identificação se o oftalmologista não for visitado com frequência.

Porém, em casos agudos e avançados, um dos sintomas consiste justamente na qualidade da visão, com a vista ficando borrada ou distorcida. Devido à compressão do nervo óptico, a imagem é transmitida de maneira incorreta e/ou incompleta, levando a esse sintoma.

Trata-se de uma situação que exige atenção médica urgente, de modo a aliviar a pressão intraocular e garantir que o sentido não seja definitivamente comprometido.


Fases do Glaucoma


Nervo Óptico

O glaucoma é perigoso. Na maioria dos casos desenvolve-se lentamente, no decorrer de meses ou anos, sem ocasionar nenhum sintoma. O dano pode progredir com tanta lentidão que a pessoa não se dá conta da perda gradual da visão. Em geral, a visão vai piorando até que finalmente começa a afetar o próprio centro do campo visual e se estabelece a cegueira permanente.

Alguns pacientes poderão experimentar sintomas vagos, que são importantes avisos de que é necessário um exame ocular completo. Esses sintomas podem compreender a necessidade de:
Trocar com freqüência o grau dos óculos;
Dificuldades para adaptar-se à ambientes escuros;
Perda de visão lateral;
Visão embaçada;
Aparecimento de halos ou arco-íris ao redor das luzes (casos raros);
Cefaléias (dor de cabeça) ou dor ocular intensa (casos raros).

As chances de ser portador de glaucoma aumentam com a idade:

Geralmente apresenta-se em pessoas com mais de 35 anos;
Uma em cada 50 pessoas com mais de 35 anos possui glaucoma*;
Três em cada 100 com mais de 65 anos tem glaucoma*;
Uma forma muito rara de glaucoma pode ocorrer em crianças pequenas.
*segundo a Sociedade Nacional de Prevenção de Cegueira dos E.U.A.

O glaucoma é uma doença crônica que dura toda a vida, e é necessário que o paciente fique em observação e faça tratamentos contínuos para manter controlada a pressão intra-ocular, evitando a perda da visão. Quanto mais rápido se descobrir e tratar a doença, menor será a perda. O glaucoma pode ser tratado com colírios, comprimidos ou ainda, em alguns casos, pode ser necessária a intervenção cirúrgica. No entanto o melhor tratamento é a prevenção, o glaucoma é identificado mediante um cuidadoso exame realizado por um oftalmologista, que compreende um procedimento simples e indolor para medir a pressão ocular.

Regras simples que devem ser seguidas:

Use o medicamento de acordo com as instruções do médico. Não coloque nem mais nem menos gotas do que as prescritas;

Se for viajar, não esqueça de levar uma quantidade adequada de medicamento. Pergunte ao seu médico se deve levar uma receita de reserva. Lembre-se que o glaucoma é controlado usando com regularidade o medicamento;

Logo que tenha colocado uma gota no olho, comprima com o dedo indicador o ângulo interno do olho para evitar que o medicamento passe para o canal lacrimal até o nariz e garganta. Conserve essa posição ou mantenha os olhos fechados suavemente durante três ou quatro minutos, para que o medicamento permaneça em contato com o olho o maior tempo possível;
Informe seu oftalmologista se está usando outro medicamento, especialmente aqueles comprados sem receita. E se está consultando outro médico não deixe de informar que está sendo tratado contra o glaucoma;

Nunca use outro medicamento ou colírio sem prévia aprovação do médico;

Como o glaucoma pode ser hereditário, recomende à todos os adultos de sua família – inclusive primos e tios – para que façam um exame oftalmológico periódico.

Embora não se possa curar, na maioria dos casos o glaucoma pode ser controlado satisfatoriamente mediante tratamento apropriado.